dicionário da borracha

Dicionário da borracha

 A

ACELERADOR – Produto químico utilizado em pequenas quantidades para acelerar a cura ou vulcanização de compostos elastoméricos. Por exemplo: monossulfureto de tetrametil tiuramo, 0,5 partes.

ACM – Designação da ASTM para copolímeros A a partir de um acrilato e uma pequena quantidade de monômero com ligação cruzada. Exemplos: elastômeros Hycar 4021, 4051, 4054.

ACRILONITRILA – Composto químico CH2CHCN, também conhecido como cianeto de vinil, fabricado a partir do propileno e copolimerizado com butadieno, produzindo elastômeros butadieno/acrilonitrila. Exemplos: Hycar 1041, 1032.

ACÚMULO DE CALOR – Geração de calor devido a histerese quando a borracha é deformada de maneira rápida ou contínua.

ADERÊNCIA – União de materiais através do uso de adesivos, geralmente utilizada em relação a peças vulcanizadas após a conexão.

ADESÃO – Estado no qual duas superfícies se mantêm unidas pelas forças interfaciais que podem ser compostas por forças moleculares, ação de intertravamento ou ambas.

ADESÃO DE LÂMINA – Força necessária para separar duas lâminas contíguas em um produto de borracha.

ADESIVO – Substância capaz de manter os materiais juntos pela união superficial.

ADESIVO ATIVADO A QUENTE – Película de adesivo seco que se torna pegajosa ou fluida quando recebe calor ou calor e pressão.

ADESIVO ATIVADO POR SOLVENTE – Película de adesivo seco que se torna pegajosa antes do uso pela aplicação de um solvente.

ADESIVO DE CONTATO – Adesivo aparentemente seco, mas que adere a si mesmo quando entra em contato.

ADESIVO HOT MELT – Composto adesivo termoplástico, geralmente sólido a temperatura ambiente e que se torna fluido ao ser aquecido para o uso.

AGENTE DE ADESÃO – Vide “Adesivo”.

AGENTE DE CURA – Produto químico que causa a ocorrência da ligação cruzada.

AGENTE DE SOPRO – Produto químico adicionado a um composto de borracha para produzir gás através de uma reação química ou térmica durante a fabricação de artigos ocos ou esponjosos.

AGENTE DE VULCANIZAÇÃO – Qualquer material que pode produzir na borracha a alteração das propriedades físicas conhecida como vulcanização, tal como enxofre, peróxidos, polissulfetos, quinonas, etc.

AGENTES ANTI-ESTÁTICOS – Produtos químicos que quando adicionados a um composto de borracha ajudam a dissipar o acúmulo de cargas eletrostáticas, eliminando assim o risco de faíscas ou choques.

AMORTECIMENTO – Capacidade de um material de absorver energia, reduzindo a vibração.

ANTIOXIDANTE – O mesmo que Registro de Envelhecimento, um produto químico utilizado para retardar a deterioração causada especificamente pelo oxigênio. Por exemplo: Age-Rite, Resina D

ANTIOZONANTE – Material de químico de composição utilizado especificamente para retardar a deterioração causada pelo ozônio. Por exemplo: Antozite II

AR APRISIONADO – Ar que fica preso em um produto ou entre a superfície do molde e do produto durante a vulcanização.

ATIVADOR – Produto químico utilizado em pequenas quantidades na composição de elastômeros para aumentar a efetividade de um acelerador. Por exemplo: ácido esteárico.

AUTOCLAVE – Vaso de pressão utilizado para a cura ou vulcanização de peças de borracha através de vapor sob pressão.

 B

BANBURY – Vide “Misturador Interno”.

BASE – Revestimento aplicado à superfície de um material antes da aplicação de um adesivo para melhorar o desempenho da adesão.

BOLHA – Cavidade em bolsa que deforma a superfície do material, geralmente devido à expansão de gás aprisionado.

BOMBA DE OXIGÊNIO – Aparelho resistente à pressão utilizado em um teste de envelhecimento no qual a borracha é deteriorada em oxigênio comprimido quente.

BORRACHA – Elastômero, geralmente indicando borracha natural, mas utilizado livremente para indicar qualquer elastômero vulcanizado e não vulcanizado. Por definição, material que é capaz de se recuperar de grandes deformações de maneira rápida e com força e pode ser (ou já foi) modificado para um estado no qual é essencialmente insolúvel (mas pode inchar-se) em um solvente em ebulição, tal como benzeno, metiletilcetona e azeótropo de etanol-tolueno.

BORRACHA ACRÍLICA – Vide “Borracha de Acrilato”, que é a forma preferida.

BORRACHA BUTÍLICA – Sua designação na ASTM é IIR (borracha de isobutileno isopreno). Borracha butílica é o nome comum desses materiais

BORRACHA CRUA – Refere-se à borracha natural crua.

BORRACHA CRUA – Elastômero não processado vulcanizável, normalmente indicando o produto natural.

BORRACHA CULTIVADA – Borracha natural crua obtida de seringueiras cultivadas em oposição às árvores silvestres ou não cultivadas.

BORRACHA DE ACRILATO – Termo geral utilizado para descrever um tipo de elastômeros baseados em ésteres de acrilato. Exemplos: Hycar 4021, 4051, 4054. Vide “ACM”.

BORRACHA DE GUAIÚLE – Forma de borracha natural obtida do arbusto guaiúle. É mole e altamente resinosa. Atualmente pouco usada comercialmente.

BORRACHA DE SILICONE – Borracha preparada pela ação da umidade no dimetil dicloro silano e outros halosilanos. Caracterizada pela capacidade de serviço a temperaturas muito baixas e muito altas.

BORRACHA DURA – Vide “Ebonite”. Em forma moída como “pó”, é utilizada como enchimento em outros artigos de borracha dura, como auxiliar de processo para reduzir a possibilidade de bolhas de ar quente geradas na vulcanização de peças de borracha dura (com elevado teor de enxofre).

BORRACHA NATURAL – Borracha formada em uma planta ou árvore viva, geralmente referente à Hevea Brasiliensis.

BORRACHA NITRÍLICA – Copolímeros de acrilonitrila e butadieno. O mesmo que NBR ou Buna-N. O teor de acrilo dos copolímeros pode variar de 10% a 50% e a viscosidade de Mooney 25 a 125. “Hycar” é a marca registrada de elastômeros nitrílicos da BF Goodrich Chemical.

BR – Borracha de butadieno, contendo distintos níveis de cis-polibutadieno. Designação da ASTM.

BUNA-N – Designação alemã original dos copolímeros de acrilonitrila e butadieno.

BUNA-S – Designação alemã original dos copolímeros de estireno e butadieno.

BUTADIENO – Hidrocarboneto gasoso a temperatura ambiente com composição CH2CHCH2. Derivado de butanos ou subproduto na produção de etileno. É o principal constituinte dos copolímeros com estireno e acrilonitrila e é polimerizado sozinho, formando o polibutadieno.

 C

CADEIA POLIMÉRICA – Cadeia de elementos que formam a base da estrutura de um polímero. Os elementos podem ser átomos apenas de carbono, ou de carbono e oxigênio, silicone, nitrogênio, etc.

CALANDRA – Máquina de precisão equipada com três ou mais cilindros pesados e internamente aquecidos ou resfriados girando em direções opostas, utilizada no processo altamente preciso de confecção de filmes contínuos ou laminação de compostos de borracha e no fracionamento ou revestimento de tecido com compostos de borracha.

CALIBRE – Refere-se à dimensão, geralmente a espessura, de um produto, medida por um calibre de algum tipo.

CAMADA DE SUPERFICIAL – Composto de camada aplicado sobre um tecido, mas não forçado dentro da trama. Pode ser espalhada ou calandrada.

CARGA – Tipo e quantidade do enchimento misturado à borracha.

CASCA – Distorção de uma peça de borracha na linha de separação do molde, geralmente na forma de uma indentação bruta ou rasgada. Normalmente causada pela cura antes que ocorra todo o fluxo no molde.

CASCA DE LARANJA – Descrição da aparência superficial de uma peça curada quando estirada. Geralmente resulta da má dispersão do enchimento ou da ruptura incompleta da borracha.

CAVIDADE – Área oca de um molde que forma a superfície externa da peça moldada. Os moldes podem ter uma cavidade ou várias.

CELSIUS – Escala de temperatura na qual 0º é o ponto de solidificação e 100º é o ponto de ebulição da água (anteriormente denominada centígrados).

CÉLULA – Único pequeno espaço aberto, parcial ou completamente circundado por pareces (como em uma esponja).

CÉLULA ABERTA – Condição da borracha esponjosa ou celular na qual as paredes das células não são contínuas, mas apresentam interconexões, o que torna a esponja permeável e capaz de absorver fluidos.

CICLO – Uma operação completa da prensa de moldagem de um momento de fechamento até o próximo.

CIMENTO (borracha) – Dispersão ou solução de qualquer elastômero ou composto em um solvente volátil para ser usado como adesivo ou revestimento.

CIMENTO DE LÁTEX – Cimento adesivo feito de látex pela composição com agentes de cura, enchimentos e agentes pegajosos adequadamente preparados.

CINZA – Resíduo de matéria mineral que sobra quando um material é exposto a temperaturas elevadas e todo o material orgânico se queima.

CIRCULAÇÃO A FRIO – 1. Alteração de dimensão contínua que segue a deformação instantânea inicial em um material não rígido sob carga estática (fluência). 2. Alteração de dimensão da borracha ou composto não vulcanizado sob a força da gravidade a temperatura ambiente ou menos.

CLOROPRENO – 2 – Cloro, 1,3 butadieno, CH2CC1CHCH2, monômero da borracha de neoprene.

CM – Designação da ASTM para o polietileno clorado.

CO – Designação da ASTM para o homopolímero epicloridrina (elastômeros hidrina 100).

COEFICIENTE DE ATRITO – Entre a superfície borracha e uma superfície seca, é a razão entre a força necessária para movimentar uma superfície sobre a outra e a força que une as duas superfícies.

COEFICIENTE DE EXPANSÃO – Alteração fracionária na dimensão de um material com uma alteração unitária na temperatura.

COMPATIBILIDADE – Capacidade de distintos materiais de combinar-se e formar um sistema homogêneo.

COMPÓSITO – Material homogêneo criado pela união sintética de dois ou mais materiais (um enchimento selecionado ou elementos de reforço e um aglomerante de matriz compatível) para a obtenção de características e propriedades específicas.

COMPOSTO – Mistura íntima de um ou mais polímeros com todos os ingredientes necessários para o artigo terminado. Algumas vezes denominado material.

COMPOSTO DE MOLDAGEM EM PLACAS – SMC (Sheet Molding Compound) é um material de moldagem por compressão composto por fibras de vidro em uma resina de poliéster engrossada, possivelmente modificada com polímeros nitrílicos líquidos para aumentar a resistência a fraturas.

COPOLÍMERO – Polímero formado por dois ou mais tipos de monômeros.

CR – Designação da ASTM para a borracha de cloropreno (neoprene).

CREPE CLARO – Grau mais elevado de borracha cultivada não defumada.

CRISTALINIDADE – Orientação das moléculas de cadeia longa desordenadas de um polímero em padrões repetidos. O grau de cristalinidade afeta a rigidez, dureza, flexibilidade a baixa temperatura e resistência ao calor.

CSM – Designação da ASTM para o cloro sulfonil polietileno (Hypalon*).

CURA – Similar à ligação cruzada e à vulcanização, exceto que a vulcanização se refere especificamente à ligação cruzada do enxofre, enquanto a cura engloba todos os tipos (enxofre, peróxido, radiação, etc.).

CURA COM AR – Cura ou vulcanização com ar a temperatura ambiente ou elevada. Normalmente a pressão atmosférica.

CURA COM VAPOR (Livre) – Método de vulcanização de peças de borracha pela exposição direta ao vapor em um vulcanizador.

CURA COM VAPOR LIVRE – Método de vulcanização no qual o vapor entra em contato direto com o produto que está sendo vulcanizado, geralmente em autoclave.

CURA EM TAMBOR – Método de cura no qual o produto é enrolado em um tambor e vulcanizado com ar quente ou vapor livre.

CURA ENVOLVIDA – Processo de vulcanização utilizando um envoltório tensionado (geralmente fita de tecido) para aplicar pressão externa.

CURA EXCESSIVA – Estado de vulcanização além do ideal, frequentemente resultando no declínio de certas propriedades físicas.

CURA IDEAL – Tempo e temperatura de cura necessários para desenvolver a combinação desejada de propriedades. Há diversos procedimentos laboratoriais para ajudar a determinar tal ponto.

CURA POR PRENSA – Vulcanização em um molde em uma prensa.

CURA POR PRENSA DE CHUMBO – Processo de cura de mangueira no qual a mangueira não curada é coberta com chumbo em uma máquina extrusora, curada com vapor e então o chumbo é removido. A cobertura de chumbo age como molde durante a vulcanização.

CUSTO POR VOLUME – Custo calculado com base no volume unitário em vez do peso unitário. Vide “Libra-Volume”.

 D

DEFORMAÇÃO – Distorção que permanece após a liberação completa da força que produz a deformação.

DEFORMAÇÃO PERMANENTE – Quantidade em que um material elástico não consegue voltar à sua forma original após a deformação.

DEFORMAÇÃO POR COMPRESSÃO – Deformação residual do material após a retirada da tensão de compressão. Geralmente obtida após a tensão ser aplicada por dado período de tempo a uma temperatura específica.

DELAMINAÇÃO – Separação ou divisão entre lâminas de produtos laminados ou eventualmente dentro da própria peça homogênea.

DENSIDADE – Massa (peso) por volume unitário do material (lb/pé³ ou g/cm³).

DENSIDADE APARENTE – Densidade do material solto (pó, cubos, etc.) expressa como razão do peso pelo volume (lb/pés³ ou g/cm³).

DILUENTE – 1. Material inerte adicionado a um composto para aumentar o volume e diminuir o custo.2. Material orgânico utilizado para aumentar ou substituir parte do polímero em um composto.

DISPERSÃO – 1. Ato de fazer com que as partículas de matéria se separem e se distribuam uniformemente por um meio. 2. Sistema de matéria no qual partículas finamente divididas em uma ou mais fases (componentes) estão uniformemente espalhadas por outra fase ou meio (plastissol).

DOBRAGEM A FRIO – Teste no qual uma amostra de fio ou cabo é enrolada em um mandril de um tamanho específico em uma câmara fria a uma temperatura específica por determinado número de voltas a determinada velocidade. A amostra é retirada e examinada quanto a defeitos ou deterioração em seus materiais.

DUREZA – Resistência à indentação medida em um material.

DUREZA DE DURÔMETRO – Escala de numeração arbitrária que indica a resistência à indentação no ponto do indentador do durômetro. Valores altos indicam materiais mais duros. O valor pode ser tomado imediatamente (ponto mais alto) ou após um período especificado muito curto.

DUREZA DE SHORE – Vide “Dureza de Durômetro”.

DUREZA REX – Dureza de um composto de borracha determinada por um calibre Rex. Tem os mesmos valores que a dureza de durômetro.

DURÔMETRO – Instrumento para a medição da dureza de borrachas e plásticos. O durômetro A é utilizado para materiais flexíveis e o D para materiais rígidos.

 E

EBONITE – Termo para borracha dura, produzida pela vulcanização da borracha com altos níveis (acima de 30 partes) de enxofre, na qual a elevada dureza se deve à ação do enxofre.

EFEITO PLATÔ – Manutenção das propriedades de uma composição de borracha em uma ampla gama de tempos de vulcanização.

EFLORESCÊNCIA – Alteração na aparência superficial de um produto causada pela migração de um material sólido (ou líquido) para a superfície devido à incompatibilidade.

ELASTICIDADE – Propriedade da matéria devido à qual tende a retornar ao seu tamanho e forma originais após a retirada da tensão que causou a deformação.

ELASTÔMERO – Material polimérico que, a temperatura ambiente, é capaz de recuperar substancialmente o formato e tamanho após a retirada da força de deformação. Geralmente se refere a um polímero sintético em oposição ao termo borracha, que indica preferencialmente os produtos naturais.

ELONGAÇÃO – Extensão produzida pela tensão de tração, geralmente expressa como porcentagem do comprimento unitário original.

ELONGAÇÃO LIMITE – Elongação no momento da ruptura.

EMENDA DE PONTA – Junção realizada antes ou após a vulcanização de uma peça de borracha pela colocação das pontas das duas peças a ser unidas juntas.

ENCHIMENTO – Material de composição sólido que pode ser adicionado a um polímero, geralmente em forma finamente dividida e em proporções relativamente grandes. Geralmente para reduzir o custo ou modificar as propriedades.

ENCHIMENTO INERTE – Enchimento adicionado por motivos de custo ou processamento que tem pouco efeito nas propriedades físicas.

ENCOLHIMENTO NO LAMINADOR – Quantidade de encolhimento (expressa em porcentagem) de um polímero ou composto após ser submetido a uma quantidade específica de ruptura no laminador. Um quadrado de dimensões conhecidas é cortado da banda no laminador utilizando um gabarito de metal e as dimensões na direção do laminador são medidas após um período de tempo específico e comparadas às dimensões do gabarito original.

ENCOLHIMENTO NO MOLDE – Diferença em dimensões (expressa em polegadas por polegada) entre um artigo e a cavidade do molde no qual foi moldado, com tanto o molde quanto o artigo estando a temperatura ambiente quando medidos.

ENDOTÉRMICA – Reação química que absorve energia térmica.

ENVELHECIMENTO – "1.Alteração irreversível nas propriedades de um material após a exposição a um ambiente durante um intervalo de tempo. 2. Exposição de materiais a um ambiente específico durante um intervalo de tempo."

ENVELHECIMENTO ACELERADO – Método no qual se tenta produzir e medir os efeitos do envelhecimento natural ou com o uso em curto período de tempo. Por exemplo: 72 horas a 100ºC (212ºF) em um tubo de teste com ar.

ENVELHECIMENTO DE PRATELEIRA – Deterioração natural de artigos de borracha armazenados ou “na prateleira” sob condições atmosféricas normais. Essa deterioração lenta se deve primariamente ao ataque do oxigênio e ozônio.

ENVELHECIMENTO EM ESTUFA DE AR – Exposição de materiais à ação do ar em circulação em uma estufa a temperatura elevada durante um período de tempo específico. Teste mais severo do que o envelhecimento em tubo de teste com ar.

ENVELHECIMENTO EM TUBO DE TESTE COM AR – Exposição de materiais à ação do ar estático dentro de um tubo de teste fechado colocado em uma estufa. Menos severo que o envelhecimento em estufa de ar, mas mais reproduzível, já que evita a transferência de voláteis de um conjunto de amostras para outra.

ENVELHECIMENTO POR CALOR – Quando amostras de borracha vulcanizada sofrem envelhecimento acelerado em ar ou oxigênio a temperatura elevada e, em alguns casos, pressão elevada por períodos específicos de tempo. A deterioração é geralmente observada como porcentagem de alteração das propriedades originariamente medidas.

ENVELHECIMENTO POR LUZ – Deterioração de compostos quando expostos à luz (direta ou indireta, natural ou artificial).

ENXOFRE LIVRE – Parte do enxofre originariamente presente no composto que não reage durante a vulcanização.

EPDM – Abreviatura da ASTM para um terpolímero de etileno, propileno e um dieno com a parte não saturada residual do dieno na cadeia lateral.

EPM – Abreviatura da ASTM para copolímeros de etileno e propileno.

ESFORÇO – Deformação resultante de uma tensão.

ESPUMA DE BORRACHA – Borracha celular formada pela agitação do látex até a formação de espuma seguida por vulcanização.

ESTABELECIMENTO – Quando um material está “estabelecido”, ele passou por pré-vulcanização e a vulcanização começou. Já não pode ser processado de maneira regular.

ESTABILIZADOR – Produto químico utilizado para evitar ou retardar a degradação do polímero de borracha por calor, luz ou exposição atmosférica.

ESTADO DE CURA – Condição de cura de um vulcanizado em relação àquela na qual as propriedades físicas ideais são obtidas.

ESTRANGULAMENTO – Redução localizada na seção transversal que pode ocorrer em um material sob tensão de tração.

EXOTÉRMICA – Reação química que libera energia térmica.

EXSUDAÇÃO – Separação de fase atrasada de material incompatível, também denominada sangramento, eflorescência, percolação ou migração.

EXTRAÇÃO – Processo de retirada de um ou mais componentes de uma mistura homogênea pelo tratamento da mistura com um líquido (solvente) no qual os componentes a ser retirados são solúveis, mas não a mistura como um todo.

EXTRUSORA – Máquina com um parafuso impulsionado para a formação contínua de borracha forçada por uma matriz.

EXTRUSORA CRUZADA – Extrusora fabricada de maneira que o eixo do produto emerge em ângulo reto com o eixo do parafuso da extrusora, geralmente utilizada para a aplicação de cobertura em mangueiras com malha ou espirais ou para a cobertura de fios condutores.

 F

FADE-O-METER – Aparelho para teste de envelhecimento acelerado pela luz e resistência à luz de amostras de borracha vulcanizada e plásticos sob a ação da luz artificial de um arco elétrico entre dois carbonos.

FALHA DE ADESÃO – Separação de dois materiais na união das superfícies e não dentro de um dos materiais em si.

FASE – Porção fisicamente homogênea e mecanicamente separável de um sistema material.

FENÓLICO – Resina sintética produzida pela condensação de um fenol aromático com um aldeído, particularmente fenol com formaldeído.

FKM – Designação da ASTM para fluorelastômeros.

FLEXIBILIDADE A BAIXA TEMPERATURA – Capacidade de um produto de borracha de ser flexionado, dobrado ou curvado a temperaturas baixas específicas sem perder a capacidade de serviço.

FLUÊNCIA – Deformação na borracha vulcanizada ou não vulcanizada que ocorre sob tensão com a passagem de tempo após a deformação imediata.

FLUXO PLÁSTICO OU DEFORMAÇÃO – Deformação de um material plástico além do ponto de recuperação, acompanhada pela deformação continuada sem aumento adicional da tensão.

FORMULAÇÃO – Tipos e proporções de ingredientes em uma mistura, juntamente com o método de incorporação. Também denominada receita.

FRIABILIZAÇÃO – Processo no qual um composto de borracha se torna friável durante a exposição a temperaturas altas ou baixas ou como resultado do envelhecimento.

FRIABILIZAÇÃO POR CALOR – Endurecimento de um composto de borracha vulcanizada quando envelhecido a temperatura elevada no ar, acompanhado por aumento de módulo e diminuição de tensão e elongação. Característica de polímeros que contém dieno.

FRICCIONAMENTO – Processo de impregnação de tecidos com borracha utilizando uma calandra cujos cilindros giram a distintas velocidades superficiais.

 G

GIZAMENTO – Formação de resíduo polvoroso na superfície de um material, resultante da degradação.

GOLPEAMENTO – Procedimento na moldagem de peças de borracha no qual se aplica e libera alternadamente a pressão no embolo da prensa para ajudar a liberar o ar e os gases aprisionados no molde.

GRAVAÇÃO EM RELEVO – Produção de um desenho em relevo na superfície de uma borracha utilizando moldes ou cilindros entalhados.

GRETAMENTO – Efeito superficial em artigos de borracha ou plástico, caracterizado por muitas rachaduras minúsculas.

GR-S – Descrição obsoleta da borracha de estireno-butadieno. A designação atual da ASTM é SBR.

GUARNIÇÃO – Objeto estranho, geralmente de metal, moldado em uma peça de borracha com uma finalidade definida.

GUTTA-PERCHA – Forma de borracha obtida de árvores de maneira similar à borracha de Hevea (natural). Difere pelo fato de ser altamente trans-polisopreno como a balata em comparação à borracha natural (Hevea), que é cis-polisopreno. Seu uso comercial geralmente se limita a cabos submersos.

 H

HALOGENAÇÃO – Reação de um elemento halogênico com um composto orgânico pela adição direta ou pela substituição de um átomo de hidrogênio.

HALOGÊNIO – Classe de elementos que inclui cloro, bromo, iodo e flúor.

HALTERES – Amostra padrão em tira plana com o formato de um peso (haltere), utilizada em diversos testes físicos.

HERTZ, Hz – Unidade de frequência igual a um ciclo por segundo.

HIDROCARBONETO – Composto químico orgânico que contém apenas os elementos carbono e hidrogênio. Os hidrocarbonetos alifáticos são compostos por cadeias retas e os hidrocarbonetos aromáticos se baseiam no anel cíclico ou de benzeno. Podem ser gasosos (metano, etileno, butadieno), líquidos (hexano, benzeno) ou sólidos (borracha natural, naftaleno, cis-polibutadieno).

HISTERESE – Calor gerado pela rápida deformação de uma peça de borracha vulcanizada. É a diferença entre a energia da tensão de deformação e a energia do ciclo de recuperação.

HISTÓRICO DE CALOR – Quantidade acumulada de calor a que um material foi sujeito durante as operações de processamento, geralmente após a incorporação de agentes de vulcanização. Como a vulcanização ocorre a temperaturas elevadas, podem ocorrer cura incipiente ou pré-vulcanização (scorch) se o histórico de calor tiver sido excessivo.

HOMOPOLÍMERO – Polímero composto por moléculas que contém um único tipo de unidade (ou seja, baseado em apenas um monômero).

 I

ID ou DI – Abreviatura de diâmetro interno.

IIR – Designação da ASTM para borracha de isobuteno-isopreno, ou borracha butílica.

IMPREGNAR – Forçar material nas aberturas de um tecido.

INCOMPATIBILIDADE – Incapacidade do material de formar um sistema homogêneo.

ÍNDICE DE RESISTÊNCIA À ABRASÃO – Medida da resistência à abrasão de uma peça de borracha vulcanizada em relação à resistência de um padrão sob as mesmas condições.

INERTE – Material que tem pouca tendência a reforçar ou ter qualquer outro efeito nas propriedades dos vulcanizados.

INIBIDOR – Produto químico adicionado a um sistema para frear ou evitar a taxa de reação, tal como em um monômero para evitar a polimerização prematura.

INSATURAÇÃO – Condição química que ocorre em compostos de carbono quando o poder de combinação de dois átomos adjacentes não é satisfeito por outros elementos, resultando em ligações duplas ou triplas. Essas ligações estão disponíveis para reagir com o enxofre (vulcanização) e são suscetíveis a cisão (ruptura) ou ligação cruzada ao serem expostas ao calor ou luz, resultando na deterioração das propriedades.

INTEMPERISMO – Deterioração superficial de um artigo de borracha durante a exposição ao ar livre.

ISOPRENO – (CH2CICH3) —CH=CH2, hidrocarboneto líquido, unidade fundamental que se repete na borracha natural e o monômero a partir do qual se produz o IR (ou polisopreno).

 J

JITO – 1. Canal primário de alimentação que vai da superfície externa de um molde de injeção ou transferência até a entrada do molde em um molde de uma cavidade ou até as guias em um molde com diversas cavidades. 2. Peça de material formada ou parcialmente curada no canal primário de alimentação.

 L

LÂMINA – Uma camada em uma estrutura laminada.

LAMINADO – Artigo produzido utilizando tal processo.

LAMINADOR – Máquina utilizada para misturar mecanicamente ou trabalhar a borracha, composta por dois cilindros horizontais pesados de aço temperado girando em sentidos contrários, geralmente a velocidades ligeiramente diferentes. Os cilindros do laminador são ocos e podem ser aquecidos ou resfriados conforme necessário.

LAMINAR – Unir placas de material usando calor e pressão. Pode ser realizada com uma prensa ou calandra.

LÁTEX – Emulsão coloidal aquosa de borracha natural ou sintética ou de certos plásticos. Refere-se à emulsão obtida de uma árvore ou planta ou produzida por polimerização emulsiva.

LÁTEX DE BORRACHA – Emulsão aquosa coloidal de um elastômero. Estado da borracha natural quando é extraída da árvore ou resultado da polimerização por emulsão em borrachas sintéticas.

LIBRA-VOLUME – Conceito utilizado para calcular o custo do volume de um composto de borracha em comparação ao custo de seu peso. O custo por libra vezes o peso específico do material ou composto é igual ao custo por libra-volume.

LIGAÇÃO CRUZADA – Quando ligações químicas são estabelecidas entre as cadeias moleculares, diz-se que o material tem ligações cruzadas. Uma vez que há ligações cruzadas, não é possível processar novamente os materiais. Forma de cura.

LIM – (Liquid Injection Molding) Moldagem por injeção líquida. Processo de moldagem no qual um ou mais materiais líquidos são injetados em um molde mantido a temperatura ambiente ou elevada, catalisados para curar em um período de tempo muito curto. RIM (Reaction Injection Molding, moldagem por injeção com reação) é um caso especial que se refere a uretanos líquidos catalizados que reagem no molde a temperatura ambiente. Também denominado LRM (Liquid Reaction Molding, moldagem com reação líquida).

LIMITE ELÁSTICO – Máxima extensão na qual um material pode ser deformado e ainda retornar às suas dimensões originais após a retirada da força de deformação.

LINHAS OU MARCAS DE MALHA – Imperfeições em uma peça vulcanizada na qual o material não se uniu adequadamente durante a moldagem. Também denominadas trama defeituosa.

LOTE: – 1. Massa de material ou coleção de artigos com composição e características similares. 2. Quantidade de material produzido de uma vez e com composição uniforme.

LUBRIFICAÇÃO DO MOLDE – Lubrificantes, geralmente insolúveis em borracha, borrifados ou escovados na superfície de um molde para facilitar a retirada do artigo do molde após a cura. Sabões e silicones são os mais amplamente utilizados.

LUBRIFICANTES – Internos (misturados ao composto) para reduzir a tendência de grudar ao equipamento de processamento ou para diminuir o acúmulo de calor durante a flexão. Externos (borrifados) para reduzir a tendência de grudar a um molde.

LUZ ULTRAVIOLETA – Forma de energia que ocupa uma posição no espectro da luz solar além do violeta e tem comprimento de onda inferior a 0,4 m, que é o limite da luz visível. Os raios ultravioletas são muito ativos quimicamente, apresentam ação bactericida e provocam fluorescência em muitas substâncias. Sua ação acelera a deterioração de peças de borracha expostas a ela e pode iniciar a polimerização.

 M

MANDRIL – Barra de metal oca ou sólida utilizada como fôrma para a produção de tubos, mangueiras ou tubos posteriormente cortados como juntas por um torno mecânico.

MANGUEIRA DE OS E OD – Abreviaturas para mangueira de serviço de sucção (OS

MARCA DE AFUNDAMENTO – Depressão na superfície de uma peça causada por:1. colapso de uma bolha ou borbulha, ou 2. encolhimento interno em peças moldadas por injeção, ou 3. encolhimento na área de borracha em plásticos com placas rígidas.

MARCA DE JITO – Marca, geralmente elevada, deixada na superfície de uma peça moldada por injeção ou transferência após a retirada do jito.

MARCA DE REFERÊNCIA – Marcas com distâncias conhecidas colocadas em um corpo de prova e utilizadas para medir a elongação.

MARCAÇÃO – Rachaduras curtas e rasas na superfície de um produto de borracha, resultantes da ação daninha das condições ambientais.

MARCAS DE AR – Marcas superficiais de depressões devido ao ar aprisionado dentro do produto que está sendo curado e a superfície do molde ou prensa.

MARCAS DE SOL – Deterioração superficial na forma de rachaduras, marcas ou gretamento causadas pela exposição direta ou indireta à luz solar.

MARCAS, LINHAS OU RACHADURAS DE FLUXO – Variações de grau, com as rachaduras sendo as imperfeições mais graves da superfície causadas pelo fluxo imperfeito de composto não curado durante a formação.

MATERIAL – Termo para o composto de borracha misturado não vulcanizado.

MATERIAL BRUTO – Pedaço de composto misturado do tamanho e formato adequados para a colocação em um molde.

MATERIAL CELULAR – Termo genérico para materiais que contém muitas células abertas ou fechadas dispersas na massa.

MATERIAL DE COMPOSIÇÃO – Substância utilizada como parte de uma mistura de borracha.

MATERIAL DE GOMA PURA – Vide “Material de Goma”.

MATERIAL OU COMPOSTO DE GOMA – Composto de borracha que contém apenas os ingredientes necessários para a vulcanização e pequenas quantidades de outros ingredientes tais como auxiliares de processo, corantes e antioxidantes. Não contém enchimento, agentes de reforço nem plastificantes.

MATERIAL VERDE – Composto cru não vulcanizado.

MATRIZ – 1. Molde ou fôrma na qual qualquer coisa é injetada ou moldada. 2. Meio contínuo no qual partículas distintas são dispersas, tais como fibra de vidro picado em resina de poliéster.

MICRÔMETRO – Instrumento capaz de realizar medições minúsculas de comprimento, profundidade ou espessura com elevada precisão.

MÍCRON – Unidade de comprimento equivalente a 0,0001 cm ou 10.000 angstroms. Atualmente denominada micrômetro.

MIGRAÇÃO – Movimento de materiais dentro de um produto de borracha para a superfície, de uma área com alta concentração para uma com baixa concentração, ou para outro material ao qual está laminado.

MISTURA BASE – Mistura homogênea de borracha e um ou mais materiais em altas proporções para ser utilizada como matéria-prima na preparação final do composto. Misturas base são utilizadas para melhorar a dispersão dos agentes de reforço, melhorar a ruptura da borracha, diminuir o histórico de calor de um composto ou facilitar a pesagem ou a dispersão de pequenas quantidades de aditivos.

MISTURA BASE COM NEGRO DE FUMO – Mistura de um elastômero com alto conteúdo de negro de fumo. Pode ser produzida pela mescla do negro de fumo à borracha no laminador ou Banbury ou pela adição do negro de fumo a um látex de borracha sintética tal como SBR seguida pela coagulação, lavagem e secagem da mistura.

MISTURA BASE COM NEGRO DE FUMO E ÓLEO – Mistura base de borracha (geralmente SBR) que contém óleo de petróleo e negro de fumo, ambos adicionados ao látex SBR antes da coagulação.

MISTURA BASE COM ÓLEO – Similar à mistura base com negro de fumo e óleo, mas sem o negro de fumo. A adição do óleo como auxiliar de processo permite o uso de um SBR com massa molecular muito mais elevada e mais firme do que normalmente poderia ser processado, proporcionando melhores propriedades físicas (tais como resistência à abrasão) a um custo menor.

MISTURADOR INTERNO – Misturador fechado de alta potência para borracha e outros materiais adequados, dentro do qual há dois rotores de mistura de trabalho pesado girando em sentidos opostos com pequena folga entre eles e as paredes circundantes. A câmara misturadora tem uma camisa e pode ser aquecida ou resfriada, assim como o rotor.

MÓDULO – Nos testes da borracha, a força em lb/pol² ou Pa da área transversal inicial necessária para produzir determinada porcentagem de elongação.

MÓDULO CRESCENTE – Característica de cura de um composto pela qual o módulo nunca se estabiliza totalmente, mas continua aumentando com o tempo de cura.

MÓDULO DE ELASTICIDADE – Razão entre a tensão e a deformação dentro da faixa elástica. O mesmo que módulo de Young. Vide “Módulo de Young”.

MÓDULO DE YOUNG – Razão entre a tensão normal e o esforço correspondente para tensões de tração ou compressão abaixo do limite proporcional do material.

MOLA TORSILASTIC – Mola cilíndrica de borracha composta por um eixo interno, uma carcaça externa e uma camada sólida de borracha de espessura substancial eles e aderida a ambos.

MOLDAGEM – Formação de uma peça pelo preenchimento da cavidade de um molde com uma resina ou borracha líquida, seguida pela cura até a solidificação a temperatura ambiente ou com calor, mas geralmente sem pressão.

MOLDAGEM POR COMPRESSÃO – Processo de moldagem no qual o material bruto de um composto de borracha é colocado diretamente na cavidade do molde e comprimido para adquirir a sua forma pelo fechamento do molde.

MOLDAGEM POR INJEÇÃO – Operação de moldagem na qual um composto de borracha é aquecido no tanque de uma extrusora e injetado na cavidade do molde em estado fluido. A extrusora pode ser de parafuso ou de embolo.

MOLDAGEM POR TRANSFERÊNCIA – Processo para formar e vulcanizar artigos de borracha forçando uma quantidade predeterminada de composto em uma cavidade aquecida fechada a partir de uma câmara aquecida integrada ao molde.

MONÔMERO – Pequena molécula capaz de reagir com moléculas similares ou outras moléculas, formando moléculas de cadeia longa denominadas polímeros.

 N

NÃO CORANTE – Acelerador, antioxidante ou substância similar que não mancha outros produtos colocados junto à borracha na qual é utilizado. Algumas vezes utilizado também para descrever que não altera as cores de produtos brancos ou coloridos.

NBR – Designação da ASTM para copolímeros de acrilonitrila (CH2=CHCN) e butadieno (CH2=CH-CH=CH2). Frequentemente denominada borracha nitrílica ou Buna-N.

NBS – National Bureau of Standards (Agência Nacional de Normas dos EUA).

NEGRO – Vide “Negro de Fumo”.

oil discharge).

NEGRO DE FUMO – Carbono elementar em forma finamente dividida, utilizado para reforçar compostos elastoméricos. Pode ser produzido através de diversos processos, com cada um deles proporcionando propriedades diferentes ao negro de fumo. São o negro de fumo de canal, o negro de fumo de fornalha e o negro de fumo térmico.

NEOPRENE – Originariamente um nome comercial, hoje o nome genérico de polímeros e copolímeros baseados no cloropreno (CH2=CC1-CH=CH2).

NERVO – Resistência elástica da borracha crua ou de compostos à deformação permanente durante o processamento.

NÓS – Nódulos que aparecem em uma peça de borracha estirada, geralmente devido à má dispersão de um curador tal como o enxofre.

NR – Designação da ASTM para a borracha natural.

 O

OD ou DE – Abreviatura de diâmetro externo.

ODORIZADOR – Substância aromática para mascarar o cheiro de compostos vulcanizados.

OLEFINA – Família de hidrocarbonetos alifáticos insaturados cuja fórmula geral é CnH2n. Contêm uma ou mais ligações duplas e, dessa forma, são quimicamente reativas. Recebem o nome das parafinas correspondentes com a adição de “-eno” ou “-ileno” à raiz. Por exemplo: butadieno do butano com dois (-di-) conjuntos de ligações duplas.

ORGÂNICO – Refere-se à estrutura química natural ou sintética baseada no átomo de carbono.

ORGANOSOL – Suspensão de um polímero finamente dividido (PVC) em um plastificante juntamente com um líquido orgânico volátil.

O-RING – Vedação elastomérica de composição homogênea moldada em uma peça com a configuração de um anel com corte transversal circular.

OXIDAÇÃO – Reação do oxigênio com um produto de borracha, geralmente acompanhada por uma alteração da textura, aparência superficial ou alteração (geralmente adversa) das propriedades físicas.

OZÔNIO (O3) – Forma alotrópica do oxigênio. Gás com cheiro característico que é um poderoso agente oxidante. Está presente na atmosfera em baixos níveis e causa rachaduras em determinados tipos de compostos elastoméricos.

 P

PARAFINAS – Classe de hidrocarbonetos alifáticos caracterizada pelas cadeias carbônicas saturadas. Variam desde gases (metano) até sólidos cerosos.

PARAFUSO – Elemento rotativo com ranhura helicoidal para impulsionar a borracha pelo tanque de uma extrusora.

PASTA – 1. Composição adesiva que possui consistência plástica característica. 2. Descrição de uma dispersão de resina de PVC em um plastificante, um plastissol.

PEDRA SABÃO – Pó ou pedra mole, basicamente silicato de magnésio hidratado, com uma textura ensaboada, utilizada para polvilhar a superfície de compostos de borracha não vulcanizada e evitar que grudem entre si. Similar ao talco.

PEGAJOSIDADE – Propriedade de um polímero ou composto que leva duas camadas a ficarem grudadas pela aplicação de leve pressão. Polímeros ou compostos pegajosos não necessariamente grudam a outras superfícies.

PELE – 1. Camada densa na superfície de material celular. 2. Camada excessivamente curada na superfície de uma peça de borracha moldada.

PEPTIZANTE – Produto químico utilizado em pequenas proporções adicionadas a um composto de borracha para acelerar por ação química a ruptura e o amolecimento da borracha sob a influência de ação mecânica, calor ou ambos.

PERÓXIDO – Composto que contém um grupo bivalente -O-O- na molécula. São fortes agentes oxidantes e muito reativos. Exemplos: peróxido de benzoíla, peróxido de dicumila. Utilizado em reações de polimerização e como agentes de ligações cruzadas.

PESO ESPECÍFICO – Razão entre a massa de um volume unitário de um material e o mesmo volume de água a uma temperatura específica. O peso específico é: g/cm³ de material (1) gs/cm³ de água ou lb/pés³ de material (62,4) lb/pés³ de água.

pH – Medição da acidez ou alcalinidade relativa de uma solução aquosa em um escala logarítmica de 1 a 14. O pH neutro (água pura) é 7. O ácido clorídrico seria aproximadamente 1 e o hidróxido de sódio aproximadamente 13.

phr – Abreviatura de “parts per hundred of rubber” (partes por cem de borracha), utilizada para indicar a proporção dos ingredientes em um composto de borracha.

PIGMENTO – 1. Propriamente, pó colorido seco utilizado para dar cor a tintas, borrachas e outros meios. 2. Algumas vezes incorretamente utilizado para incluir todos os enchimentos e agentes de reforço além de cores.

PLACA – Peça plana de aço ou ferro fundido em uma prensa que aplica calor e pressão a um molde.

PLASTICIDADE – Tendência de um material de permanecer deformado após a redução da tensão deformadora até ou abaixo de seu ponto de escoamento.

PLASTIFICANTE – Substância incorporada a um material para aumentar a sua trabalhabilidade, flexibilidade ou distensibilidade.

PLASTISSOL – Suspensão de um polímero finamente dividido (tal como o PVC) em um plastificante.

PLASTÔMETRO – Instrumento para a medição da plasticidade de um material.

PMQ – Designação da ASTM para borrachas de silicone que possuem grupos substitutivos de metil e fenil na cadeia polimérica. Todas as designações similares que terminam em Q indicam borrachas de silicone.

POLIBUTADIENO – Diversos polímeros formados pela combinação química de monômeros com composições químicas iguais ou diferentes.

POLIETILENO CLOROSSULFONADO – Material elastomérico vendido como Hypalon.*.

POLIMENTO EM TAMBOR – Processo de acabamento para a remoção de rebarbas de uma peça moldada colocando-a em um tanque rotativo com ou sem a adição de material de acabamento tal como camisas, gelo seco, etc.

POLIMERIZAÇÃO – Reação química na qual as moléculas de um monômero se ligam formando moléculas grandes cuja massa molecular é um múltiplo da massa da substância original. Quando dois ou mais monômeros diferentes estão envolvidos, o processo é denominado copolimerização. A polimerização pode ser por processo de emulsão (SBR, nitrílica), ionização (butílica), solução (EPDM, cis-polisopreno), suspensão ou em massa (PVC).

POLÍMERO – Material macromolecular formado pela combinação química de monômeros com composições químicas iguais ou diferentes.

POLYBLEND – Termo utilizado para descrever misturas coloidais de polímeros compatíveis tais como PVC e borracha nitrílica. Em determinado momento, era marca registrada de BF Goodrich.

PONTO DE ANILINA – Temperatura mínima da solução de equilíbrio para volumes iguais de anilina e do líquido em questão. Quanto menor o ponto de anilina, mais grave o efeito de inchaço sobre os elastômeros nitrílicos.

PONTO DE ESCOAMENTO – Primeira tensão em um material menos a máxima tensão atingível na qual um aumento do esforço (elongação) pode ocorrer sem um aumento da tensão.

PONTO DE FRIABILIDADE – Maior temperatura na qual uma peça de borracha curada fratura com um impacto repentino e em condições de teste específicas.

PONTO DE TRANSIÇÃO VÍTREA – Temperatura na qual um material perde suas propriedades de vidro e torna-se um semilíquido.

PÓS-CURA – Tratamento térmico, por radiação ou ambos ao qual uma composição de plástico ou borracha termofixada curada ou parcialmente curada é submetida para aumentar o estado de cura ou melhorar o nível de uma ou mais propriedades.

PRAZO DE VALIDADE – Expressão que descreve o tempo que um material não vulcanizado pode ser armazenado sem perder nenhuma das propriedades de processamento ou cura.

PRÉ-CURA – 1. Vulcanização prematura que ocorre durante o processo antes da vulcanização. Similar à pré-vulcanização (scorch). 2. Vulcanização que ocorre no estado de látex.

PREENCHIMENTO FALTANTE – Peça moldada formada de maneira incompleta porque o composto não fluiu o suficiente para encher totalmente o molde.

PRÉ-FORMADO – Material não curado com já com o formato, colocado em um molde para a vulcanização. A pré-formação é realizada para facilitar o fluxo do molde, a precisão do controle de peso, etc.

PRÉ-POLÍMEROS – Conforme utilizados na produção de poliuretano, uma reação intermediária de um poliol com um isocianato, na qual há considerável excesso de um componente em relação ao outro. É capaz de reação adicional após o processamento.

PRÉ-VULCANIZAÇÃO (SCORCH) – Vulcanização prematura (scorch) de um composto de borracha, geralmente devido ao histórico de calor excessivo.

PRÉ-VULCANIZAÇÃO DE MOONEY – Procedimento para a determinação das características de cura de um composto utilizando o Viscosímetro de Mooney, geralmente a temperaturas elevadas específicas. Os valores e o tempo são registrados ou plotados e os valores de tempo no qual os valores de viscosidade aumentam 5 e 30 pontos acima do mínimo são indicados.

PROCESSABILIDADE – Facilidade relativa com a qual a borracha crua ou composta pode ser trabalhada no maquinário de borracha.

PRODUTOS QUÍMICOS INORGÂNICOS – Produtos químicos cuja composição se baseia em átomos diferentes do carbono (sal, argila, sílica, cáusticos, ácido clorídrico, etc.).

PRODUTOS TÉCNICOS DE BORRACHA – Termo geral que cobre os produtos de borracha fabricados para utilização em aplicações de engenharia e industriais, incluindo correias, mangueiras, juntas, cilindros, tubos de ordenha, etc.

PRODUTOS TRATADOS – Tecidos revestidos com borracha pela aplicação de solução ou massa de borracha à superfície.

PROPRIEDADES DINÂMICAS – Propriedades mecânicas exibidas sob deformações cíclicas repetidas.

PROPRIEDADES MECÂNICAS – Propriedades físicas do material, associadas à reação a diversas forças aplicadas, tais como resistência a tração, deformação por compressão, flexão de DeMattia, etc.

 R

RACHADURA – 1. Quebra aguda ou fissura na superfície de artigos de borracha que se desenvolve com a exposição à luz, calor, ozônio ou a flexão ou estiramento repetidos.2. Tratamento da borracha crua pela passagem através de cilindros corrugados em movimento.

RACHADURA POR FLEXÃO – Condição de rachadura da superfície de artigos de borracha tais como pneus e calçados, resultante da flexão ou arqueamento constantemente e repetido da peça.

REBARBA – Excesso de material conectado à superfície de um artigo moldado na linha de separação do molde. Transbordamento do molde.

REBARBAÇÃO – Diversos processos para a eliminação de rebarbas (materiais que transbordam do molde) de uma peça terminada.

RECUPERAÇÃO – Grau no qual um produto de borracha retorna às dimensões normais após ser distorcido.

RECUPERADO – Borracha recuperada, resultante do tratamento de refugo de borracha vulcanizada em diversas operações. O recuperado é geralmente utilizado como diluente ou auxiliar de processamento em compostos de SBR e naturais e não sozinho. Contém todos os componentes do refugo de borracha original (elastômero, negro de fumo, enchimento, antioxidantes, plastificantes, enxofre, etc.) e apresenta aproximadamente 50% de hidrocarbonetos de borracha.

REFORÇO – Efeito de enrijecimento de sólidos (tais como negro de fumo) em misturas de elastômeros não vulcanizados e a melhoria das propriedades físicas do composto vulcanizado, tais como tração, elongação, módulo, resistência à abrasão, dilaceramento, etc.

RELAXAMENTO DE TENSÃO – Diminuição dependente do tempo na tensão em uma amostra submetida a esforço constante.

RESILIÊNCIA – Razão entre a energia liberada e a energia aplicada em uma recuperação completa e rápida (ou instantânea) de uma amostra deformada.

RESILIÊNCIA DE YERZLEY – Resiliência medida em um oscilógrafo de Yerzley, determinada dividindo-se a altura vertical do rebote do primeiro ciclo do sistema oscilante pela altura vertical da queda precedente.

RESISTÊNCIA À ABRASÃO – Resistência de um material à perda de partículas superficiais devido às forças de fricção.

RESISTÊNCIA A TRAÇÃO – Máxima tensão de tração aplicada durante o estiramento de uma amostra até a ruptura.

RESISTÊNCIA AO ENVELHECIMENTO – Resistência à deterioração pelo oxigênio, calor, luz e ozônio ou combinações entre eles durante o armazenamento ou uso.

RESISTÊNCIA AO IMPACTO – Medição da tenacidade de um material, como a energia necessária para quebrar uma amostra com um único golpe.

RESISTÊNCIA AO ÓLEO – Capacidade de suportar o inchaço e a deterioração por um líquido oleoso específico durante um tempo específico e a uma temperatura específica.

RESISTÊNCIA VERDE – 1. Resistência à deformação de um material de borracha em estado não curado. 2. Adesão não curada entre superfícies laminadas ou emendadas.

RETARDADOR – Material utilizado para reduzir a tendência de um composto de borracha de sofrer vulcanização prematura. O mesmo que inibidor de pré-vulcanização (scorch).

RETRAÇÃO A BAIXA TEMPERATURA – Comportamento de um composto quando testado no teste T-50, projetado para avaliar a tendência de cristalização de compostos curados a baixas temperaturas. A amostra é alongada, congelada a um estado inelástico e liberada enquanto a temperatura sobe a uma velocidade uniforme. O comprimento da amostra é medido a intervalos de temperatura regulares durante a retração.

REVERSÃO – 1. Deterioração das propriedades físicas que pode ocorrer com a vulcanização excessiva de alguns elastômeros, evidenciada pela queda da dureza e resistência a tração e pelo aumento da elongação. 2. Alteração similar das propriedades após o envelhecimento ao ar a temperaturas elevadas. Borracha natural, polímeros butílicos, de polissulfetos e epicloridrina apresentam esse efeito. A maioria dos outros endurece e apresenta perda de elongação com o envelhecimento com ar quente.

RHC – Teor de hidrocarbonetos de borracha (Rubber Hydrocarbon Content) de uma borracha, recuperado ou composto. A borracha natural tem de 92% a 95% de hidrocarbonetos.

RMN – Ressonância Magnética Nuclear. Tipo de espectroscopia de radiofrequência ou micro-ondas baseada no campo magnético gerado pela rotação do núcleo eletricamente carregado de certos átomos. Utilizada para a análise qualitativa e qualitativa e o seguimento de taxas químicas de reação.

ROTOMOLDAGEM OU MOLDAGEM ROTACIONAL – Procedimento utilizado para produzir artigos ocos a partir de polímeros líquidos ou dispersões. Podem ser termoplásticos ou termofixos. O material é carregado em um molde oco que pode ser girado em um ou mais planos. O molde aquecido funde o plástico ou cura o polímero líquido reativo após a rotação ter feito com que cubra todas as superfícies.

 S

SANGRAMENTO – Exsudação superficial de um material líquido ou sólido a partir de uma peça de borracha vulcanizada devido a uma incompatibilidade parcial ou completa (insolubilidade).

SELAGEM MECÂNICA – Material deformável utilizado para evitar ou controlar a passagem de substâncias entre superfícies que se movimentam entre si. Por exemplo: a selagem em torno do carneiro hidráulico de uma prensa.

SELO – Cobertura tipo fole para evitar a entrada de poeira, sujeira, umidade, etc. em uma articulação flexível.

SI – Abreviatura do Sistema Internacional de Unidades. Vide “ASTM E380”.

SOPRO – Expansão de volume durante a formação de borracha esponjosa, expressa em porcentagem ou razão.

SUBSTRATO – Material na superfície do qual se espalha um adesivo para qualquer finalidade, tal como adesão ou revestimento.

 T

TALÃO – Estrutura em anel de arame, tecido e composto de borracha como a parte do pneu que mantém o mesmo na roda.

TAXA DE CURA – Tempo relativo necessário para atingir um estado predeterminado de vulcanização sob condições específicas.

TEMPERATURA AMBIENTE – Temperatura da atmosfera ou meio que circunda o objeto considerado.

TENSÃO – Força por unidade ou área transversal original aplicada a uma parte da amostra.

TERMOFIXADO – Capaz de ser alterado em um produto substancialmente infusível ou insolúvel quando curado com a aplicação de calor ou meios químicos.

TERMOPLÁSTICO – Capaz de ser repetidamente amolecido pelo aumento da temperatura e endurecido pela diminuição da temperatura.

TERPOLÍMERO – Copolímero produzido a partir de três monômeros diferentes.

TESTE DE CHOQUE DE IZOD – Procedimento de teste para a determinação da tenacidade ao impacto de um material rígido. É realizado com uma amostra entalhada sustentada como um cantiléver golpeado por um pêndulo.

TESTE DE CONGELAMENTO DE GEHMAN – Aparelho para a medição do enrijecimento relativo de amostras de borracha a baixas temperaturas pela medição da resistência à torção a temperaturas específicas.

TESTE DE ENVELHECIMENTO EM ESTUFA – Vide “Envelhecimento em Estufa de Ar”.

TESTE DE ESMAGAMENTO – Teste de especificação empregado em selagens hidráulicas com o-rings nas quais o anel retorcido é submetido a severa carga de compressão.

TESTE DE EXTRUSÃO DE MATRIZ DE GARVEY – Procedimento para a classificação das características de extrusão de um composto de borracha pela extrusão sob condições especificadas através de uma matriz com contorno e dimensões especificadas. Recebe o nome de seu inventor, Benjamin Garvey.

TESTE DE FLEXÃO DE DeMATTIA – Teste de laboratório para a determinação da vida útil flexível de um material. Mede a taxa de formação de rachaduras em uma barra de teste moldada padrão.

TESTE DE REBOTE – Método de determinação das propriedades de resiliência da borracha vulcanizada pela medição do rebote de uma bola de aço ou pêndulo que cai de uma altura definida sobre uma amostra de borracha.

TESTE DE SERVIÇO – Teste no qual o produto é avaliado sob as condições de serviço reais.

TESTE DE TR – Método para a avaliação das características a baixa temperatura de uma peça vulcanizada pela medição da temperatura na qual ocorre a retração em uma faixa de 10% a 70% da elongação original. O teste é empregado geralmente para determinar a susceptibilidade de uma borracha à cristalização. A amostra é estirada a temperatura ambiente, resfriada a uma temperatura muito baixa, liberada e aquecida a velocidade uniforme.

TESTE DESEMPENHO – Vide “Teste de Serviço”.

TGA – Análise termogravimétrica (Thermogravimetric Analysis). Procedimento de teste utilizado para determinar a estabilidade térmica ou a composição de um material. Há dois modos possíveis: determinação da mudança de peso de uma amostra com a alteração da temperatura a determinada velocidade ou da mudança de peso de uma amostra com o tempo a uma temperatura fixa.

TIRAGEM – Produto de uma operação de mistura em um processo intermitente.

TOLERÂNCIA – Quanto a propriedade de um material ou objeto pode variar a partir de um valor específico e ainda ser aceitável.

TRANSBORDAMENTO – Vide “Rebarba”.

TRITURAR – Romper borracha, particularmente a natural, passando-a por um laminador ou misturador interno.

 U

ULTRA ACELERADOR – Termo genérico para um tipo de acelerador de vulcanização muito ativo e geralmente utilizado em quantidades muito pequenas (menos de 1 parte).

 V

VEIO – Orientação unidirecional das partículas de borracha ou enchimento que ocorre durante o processamento (extrusão, laminação, calandragem), resultando na anisotropia de um vulcanizado de borracha.

VISCOSIDADE – Resistência do material a fluir por gravidade ou sob tensão.

VOLUME ESPECÍFICO – Inverso (1/peso específico) do peso específico. Também expresso como razão entre o volume de uma libra de água e o volume de uma libra do material.

VULCANIZAÇÃO – 1. Processo irreversível durante o qual um composto de borracha, através de uma alteração na sua estrutura química (ligação cruzada), torna-se menos plástico e mais elástico. Torna-se mais resistente ao inchaço por líquidos orgânicos. As propriedades elásticas são preservadas, melhoradas ou ampliadas a uma faixa maior de temperatura. 2. Frequentemente se refere à reação da borracha especificamente com o enxofre, enquanto “cura” cobre outros métodos de ligação cruzada. Ambos os termos são frequentemente utilizados de maneira intercambiável.

VULCANIZAÇÃO CONTÍNUA – Processo no qual a vulcanização de um composto de borracha ocorre de forma contínua, tal como pelo arrasto de uma mangueira ou arame revestido através de um tubo com camisa que pode ter 60 m (200 pés) de comprimento e sob pressão de vapor interna de 200 psi (1,4 MPa). Ou também pela passagem por um sal líquido ou banho de glóbulos a 204ºC (400ºF) a pressão atmosférica.

VULCANIZADO – Preferencialmente utilizado para denotar o produto da vulcanização, sem referência ao formato ou desenho.